23 de novembro de 2010 11:37

Órgãos de proteção apresentam dados da violência contra a mulher em Audiência Pública

Prefeitura de Porto Velho

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   audiencia_camara_site_5A violência contra as mulheres foi o tema de uma audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (23/11) na Câmara Municipal de Porto Velho. A proposta foi da vereadora Epifânia Barbosa (PT), e reuniu dirigentes de diversos órgãos voltados à defesa dos direitos das mulheres, além de vereadores e autoridades.

   A audiência presidida pelo vice-presidente da Câmara Eduardo Rodrigues (PV) teve a presença da vereadora Ellis Regina, da diretora daaudiencia_camara_site_1 Maternidade Municipal Mãe Esperança Ida Perea, da diretora do Centro de Referência de Atendimento às Mulheres Vítimas da Violência, Sheila Dolores Tristão e da delegada da Delegacia da Mulher, Edna Mara de Souza. Também estavam presentes a secretária da Semas, Benedita Nascimento, o secretário da Semtran, Itamar Ferreira e a coordenadora de Políticas Públicas para audiencia_camara_site_6Mulheres, Mara Regina.

   Em seu discurso a vereadora Epifânia falou da importância do trabalho conjunto dos poderes públicos com a sociedade civil e organizada, no combate da violência à mulher. "Só teremos resultados satisfatórios se trabalharmos juntos e quando toda a sociedade tiver uma participação mais efetiva no combate a violência, a começar pela não tolerância a essa atitude", disse a vereadora.

   Já a delegada Edna Mara falou dos índices alarmantes de violência contra a mulher. "A cada 15 segundos uma mulher sofre algum tipo de violência no Brasil. Em Porto Velho até este mês foram mais de três mil ocorrências. O que demonstra um aumento nos números em relação ao ano passado. É preciso combater estes números, saber quais os fatores principais que levam às agressões e combatê-las efetivamente, por isso devemos estar unidos, desde o Centro de referência que tem um trabalho mais próximo a mulher, até o atendimento às vítimas", acrescentou.audiencia_camara_site_7

   Outro fator ressaltado pela delegada é que as mulheres que registram ocorrência contra seu agressor não levam adiante a denúncia. "Elas acabam retirando a queixa e lá na frente, como o agressor não teve sua devida penalidade, sofrem outras agressões e assim por diante, e com isto, infelizmente algumas dessas mulheres agredidas, passam a ser vítimas fatais", disse.

Ações e apoio

   A coordenadora de políticas Públicas para as Mulheres, Mara Regina, agradeceu o espaço para o debate que deverá resultar em melhorias nas políticas públicas já executadas pelo prefeito Roberto Sobrinho. "Com este balanço das ações de cada órgão e a identificação da demanda, e o apoio dos nossos vereadores, poderemos lutar mais efetivamente contra este mal que assola as famílias de nossa cidade. Não queremos as famílias desfeitas, que as mulheres vivam sozinhas, longe de seus maridos, não é isso. O que queremos é um lar onde mulher, filhos e esposo possam viver em paz, sem agressões", disse Mara Regina.

   audiencia_camara_site_3A coordenadora falou ainda que a discussão foi positiva e que o trabalho em conjunto com todos os envolvidos que fazem parte da rede de enfrentamento da violência à mulher e o respectivo apoio dos vereadores, deverão resultar na ampliação dos atendimentos. "Esse atendimento é essencial e precisa ser eficaz. Por isso com o apoio da vereadora Epifânia, que fez o encaminhamento da proposta dessa audiência, foi de suma importância para relatar os avanços e dificuldades na busca pela garantia dos direitos das mulheres vítimas de violência doméstica e sexual e mais umaudiencia_camara_site_8a vez tornar público nossas ações para assim poder ampliar nossos serviços em benefício da população", finalizou Mara.

   Durante a audiência foi apresentado o projeto do Centro de Referência criado pela prefeitura da capital, para prestar atendimento nas áreas de prevenção e assistência às vítimas. A diretora Sheila Tristão, explicou que todas as mulheres que procuram o Centro recebem atenção psicossocial, atendimento jurídico e são encaminhadas para a rede de enfrentamento, para as providências necessárias, como os atendimentos realizados na Casa Abrigo, Centro de Recuperação para mulheres dependentes químicas e na Maternidade Municipal.

Por Meiry Santos
Fotos: Frank Néry

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