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Concluído plano de emergência para cheia do rio madeira

03/Mar/2006 - 03:27

ImageUm Plano Emergencial para previsão e alerta das cheias no rio Madeira, elaborado pelo Centro Técnico e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), de Porto Velho (RO), foi entregue hoje pelo gerente do Sipam, José Neumar da Silveira, ao prefeito Roberto Sobrinho. Esse trabalho, feito com a parceria da CPRM, Defesa Civil do município, com o apoio da Agência Nacional de Águas e de Furnas Centrais Elétricas, prevê com o mínimo de 24 horas uma situação de emergência, possibilitando a retirada das famílias que moram nos bairros afetados pela enchente.
A assessora do Sipam, Ana Cristina Strava Correa, fez uma apresentação do trabalho, mostrando que a estratégia de monitoramento dos níveis do rio Madeira consiste na observação dos níveis das águas em estações localizadas à montante de Porto Velho. A partir de um modelo hidrológico desenvolvido pela técnica, a onda de cheia é projetada e as cotas da linha d`água são desenhadas sobre o mapa da cidade. ``Os mapas foram elaborados utilizando o Sistema de Informações Geográficas que integrou dados gerados pelo modelo hidrológico ao mapa da cidade cedido pela Semur (Secretaria Municipal de Urbanização)``, explicou.
Ela também destacou que outro ponto importante da parceria entre o Sipam e a CPRM é a calibração do modelo para a obtenção das leituras dos níveis das águas realizados por operadores da CPRM e transmitidos via satélite por equipamento portátil RDSS (maletas de radiodeterminação). Trata-se de um equipamento utilizado pelo Sipam para comunicação de equipes que se deslocam para áreas isoladas da amazônia. O sinal ou mensagem encaminhada pelo operador é recebida em tempo real na central do Sipam que fará a transmissão imediata para os técnicos envolvidos nesse trabalho.
A primeira estação que será monitorada é a régua linimétrica que fica em Abunã, distante de aproximadamente 300km ao longo do eixo do rio Madeira. Estima-se que o tempo de viagem da onda de cheia de lá até Porto Velho é de menos de 24 horas. Os trabalhos de modelamento devem ser estendidos para outras estações, tais como a de Guajará-Mirim, no rio Mamoré que permitirá o alerta e previsão das cheias com maior antecedência.
``O comportamento do rio Madeira não depende apenas das chuvas que caem sobre o extenso território de sua bacia, mas também do degelo que ocorre nas suas nascentes na Bolívia. Esses fatores, juntos, tornam mais complexa a previsão das enchentes que ocorrem nesse período chuvoso em Porto Velho``, acrescentou Ana Cristina.
Meteorologia
Os mapas climatológicos indicam que a precipitação de chuvas na região só serão diminuídas em abril. De acordo com o Boletim Climático da Amazônia, elaborado pela Divisão de Meteorologia do Sipam, as análises têm indicado anomalias de temperaturas do mar (TSM), o que, de alguma forma, exerce influência no clima sazonal da Amazônia Legal.
O prefeito Roberto Sobrinho agradeceu o apoio dos órgãos envolvidas na elaboração do programa de monitoramento de cheias no Madeira e disse “que a prefeitura vai acompanhar diariamente o comportamento do rio por meio da Defesa Civil e tomar todas as providências necessárias para minimizar os impactos caso haja uma situação de emergência”.

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