O evento reuniu lideranças comunitárias e dirigentes de entidades que definiram propostas que serão levadas para ser incluída na Política Nacional do Desenvolvimento Urbano, do Ministério das Cidades.
Que tipo de cidade queremos para viver? Tendo por base esse questionamento, o Ministério das Cidades, em parceria com a Prefeitura da capital, realizou nesta quarta-feira a II Conferência das Cidades, sob o tema Reforma Urbana: Cidade para Todos. Aberto pelo secretário nacional de Transporte e Mobilidade Urbana, José Carlos Xavier, pela vice-prefeita Cláudia Carvalho e pela secretária municipal de Regularização Fundiária e Habitação, Fernanda Kopanakis, o evento reuniu lideranças comunitárias e dirigentes de entidades, que participaram efetivamente na elaboração de uma carta, definindo propostas que serão levadas à Conferência Estadual e de lá à Conferência Nacional, para ser incluída na Política Nacional do Desenvolvimento Urbano, do Ministério das Cidades.
Fernanda Kopanakis citou como um exemplo prático, decorrente da primeira edição da conferência municipal realizada no ano passado, a criação da secretaria sob sua direção.
Na conferência, houve forte indicativo de demanda por uma pasta que cuidasse da regularização fundiária. Assim que assumiu, o prefeito Roberto Sobrinho decidiu atender o que indicava a vontade popular, exemplificou.
Após a palestra de abertura, na qual foram explicados os objetivos da conferência, os participantes foram divididos em grupos de trabalho que trataram dos seguintes temas: participação e controle social; questão federativa; política urbana regional e financiamento do desenvolvimento urbano, com ênfase para o orçamento participativo.
É uma inovação que permite à sociedade discutir e planejar o desenvolvimento urbano, sintetizou Fernanda Kopanakis.
Para o prefeito Roberto Sobrinho, encontros dessa natureza são fundamentais para o bom desempenho das ações públicas. Para se estabelecer uma nova política social é preciso antes de tudo promover o debate com a sociedade. A gestão participativa depende de diálogo constante e aberto, argumenta.
Conferência discute planejamento urbano
27/Jul/2005 - 09:53