A comemoração do centenário do Dia Internacional da Mulher em Porto Velho foi marcada por conquistas importantes à efetiva aplicação do direito das mulheres à segurança. A prefeitura de Porto Velho, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, inaugurou a Casa Abrigo. Essa é a primeira instituição de Rondônia que abrigará mulheres vítimas de violência doméstica. "É com muita emoção que participo desse centenário. Parabenizo a todas e todos que fazem parte da minha equipe que me ajuda na implantação das políticas públicas para mulheres", afirmou o prefeito Roberto Sobrinho.
Ele destacou que o presidente Lula tirou do discurso e trouxe para a prática ações que beneficiam as mulheres. A coordenadora municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Mara Regina, explicou que a Casa Abrigo funcionará em endereço seguro, que não pode ser divulgado, e atenderá até quatro famílias por um período máximo de 90 dias. "A mulher e seus filhos menores de 18 anos terão proteção na casa, não precisarão se sujeitar ao convívio com o agressor", disse. A casa receberá mulheres encaminhadas pela Delegacia de Defesa da Mulher.
Planejamento Reprodutivo
"Acredito que estamos dando passos largos e seguros para dar dignidade às mulheres de Porto Velho", disse o prefeito ao fazer o lançamento de um outro importante serviço para as cidadãs porto-velhenses, o programa de Planejamento Reprodutivo.O programa está disponível em todas as unidades de saúde do município e oferece métodos contraceptivos hormonais, pílula e injeção anticoncepcional e a pílula do dia seguinte; métodos definitivos, vasectomia e laqueadura; e métodos de barreira,preservativos masculino e feminino, diafragma e DIU.
Durante o lançamento do programa Planejamento Reprodutivo, a diretora da Maternidade Mãe Esperança, Ida Perea, enfatizou a necessidade de evitar a gravidez indesejada. "Filho querido é o filho planejado e nós precisamos conscientizar mulheres e homens sobre essa responsabilidade. Estamos também numa luta constante sobre a gravidez na adolescência. No primeiro ano da maternidade, 33% dos partos foram de adolescentes. Hoje esse número é de 28%, um número bastante alto ainda e nós temos uma meta de chegar a pelo menos 16 %," enfatizou a médica.
Por Marcela Ximenes
Foto J. Gomes