Liberdades
Movimento exige políticas públicas de segurança, saúde, lazer, e direitos humanos
“Porto Velho sem preconceito, uma cidade melhor para todos”. Com este lema, travestis da capital realizaram várias manifestações para comemorar o Dia Nacional da Visibilidade das Travestis, no último dia 29 de janeiro. O movimento teve o apoio da secretaria municipal de Saúde.
Com pit stops nas principais avenidas da capital, distribuíram panfletos e folderes explicativos sobre o movimento nos quais pediram o fim do preconceito em casa, na boate, na escola, no trabalho e na vida.Transfobia e preconceito
O material também esclarece sobre alguns temas, como a transfobia, que é a manifestação de repúdio ou aversão à travestis. Segundo os manifestantes, “apesar das constantes conquistas e maior visibilidade social ao movimento LGBT, ainda existem dados que comprovam a intolerância, a violência e os assassinatos cometidos contra as travestis que deixam clara a evidência da impunidade e da selvageria” argumentam.
As manifestações marcaram a data de lançamento da primeira campanha de cidadania desenvolvida para essa comunidade há três anos. A campanha “Travesti e Respeito” foi lançada oficialmente pelo programa Nacional de AIDS do Ministério da Saúde, com o objetivo de sensibilizar os educadores e profissionais da saúde, como também motivar travestis para a cidadania e auto-estima. “A data é importante para reafirmar a identidade de gênero e lembrar que pagamos impostos e queremos políticas públicas de segurança, educação, saúde, laser, cultura e direitos humanos”, acentuaram os manifestantes.