Em Porto Velho houve aumento dos casos notificados de sífilis adquirida entre os anos de 2017 e 2018
A secretária municipal de Saúde de Porto Velho, Eliana Pasini, e uma equipe de técnicos da Semusa participaram de audiência pública na Câmara Municipal sobre o combate a sífilis e a sífilis congênita.
Durante a sessão solicitada pela vereadora Cristiane Lopes, a coordenadora da Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST, Maria de Lurdes Oliveira, apresentou dados das infecções e as ações desenvolvidas pela Semusa para combater esse problema de saúde pública nacional.
Segundo a titular da Semusa, a pasta está capacitando profissionais de saúde para manejo clínico da sífilis, diagnóstico e tratamento da sífilis adquirida e em gestante, garantindo o segmento ambulatorial dos recém–nascidos com diagnóstico de sífilis congênita ou expostos a sífilis.
"Houve o aumento da oferta do teste rápido, além da garantia em todas as unidades de saúde do estoque regular da medicação para o tratamento adequado", informou a secretária, acrescentando que foram intensificadas ações educativas em unidades de saúde e escolas na última semana de outubro , quando acontece a campanha nacional de combate a sífilis.
O teste rápido está disponível em todas as Unidades da Estratégia Saúde da Família do município. É prático e de fácil execução, devendo ser realizado na primeira consulta no pré-natal. Caso o resultado seja positivo é preciso iniciar o tratamento bem como tratar a parceria sexual.
Só é considerado tratamento adequado evitando a transmissão vertical quando a gestante recebe o tratamento preconizado pelo menos 30 dias antes do parto e trata também sua parceria sexual.
Números
Dados do Ministério da Saúde apontam que os casos de sífilis no Brasil aumentaram consideravelmente nos últimos anos. De acordo com o Boletim Epidemiológico de sífilis 2019, publicado em 24 de outubro, a taxa de detecção da sífilis adquirida passou de 59,1 para 75,8 casos por 100.000 mil habitantes entre 2017 e 2018, correspondendo a um aumento de 28,3%.
Em Porto Velho houve aumento dos casos notificados de sífilis adquirida entre os anos de 2017 e 2018, de 74% para a faixa etária entre 20 a 29 anos e de 52% na faixa etária entre 15 a 19 anos, no mesmo período.
Quanto as gestantes com sífilis, 65% dos casos notificados estão na faixa etária entre 20 a 34 anos, no período de 2011 ao primeiro semestre de 2019 e 25% na faixa etária de 15 a 19 anos, no mesmo período.
“Consideramos uma melhora significativa na notificação dos casos, pois, esses dados só são possível graças as notificações realizadas pelos profissionais de saúde”, observou Maria de Lurdes ressaltando que em Porto Velho estão sendo adotadas medidas necessárias à redução dos indicadores que tiveram aumento no cenário nacional.
No Brasil, no ano de 2018, observou-se uma taxa de detecção de 21,4 casos de sífilis em gestantes/1.000 nascidos vivos, um aumento de 25,7% em relação ao ano anterior. Ainda de acordo com boletim epidemiológico, de 2017 para 2018, houve aumento de 5,2% no número de notificações para sífilis congênitas, observando uma taxa de incidência de 9,0 casos/1.000 nascidos vivos.
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