Pesquisa vai ajudar secretaria a melhorar seu planejamento para execução de obras e evitar alagamentos

A Subsecretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb) está realizando em toda a cidade de Porto Velho um grande levantamento do sistema de drenagem para identificar pontos críticos e a situação das caixas coletoras. O trabalho conta com a parceria da Faculdade Faro que assinou convênio com a subsecretaria este ano. Acadêmicos do curso de Engenharia Civil estão atuando nos mais diversos bairros da capital. Todas as informações coletadas são encaminhadas para um banco de dados e a partir dele uma programação é montada para atender todas as necessidades encontradas.
De acordo com o subsecretário Wellem Prestes, o trabalho é inédito e está ajudando a prefeitura a atuar com mais eficiência e maior rapidez. “Temos poucas equipes para realizar esse serviço e a demanda é grande. Algumas situações acabam chegando ao nosso conhecimento através da própria população que faz a denúncia nos nossos canais de comunicação (engenharia.semusb@gmail.com/facebook.com/semusbportovelho/ 3901-3142) e com a ajuda desses acadêmicos estamos dando respostas mais rápidas”, disse Prestes.

De acordo com o setor de Engenharia da Semusb, já foi concluído o levantamento em 16 bairros. A meta é atingir até dezembro 35 bairros. Até o momento já foram registradas mais de 2.500 caixas coletoras, as chamadas “bocas de lobo”. Um dos bairros mais críticos quanto à necessidade de melhorias na rede pluvial segundo o levantamento da equipe é o Flodoaldo Pontes Pinto. Na sequência vem os bairros Cuniã e Lagoinha.
A pesquisa vai ajudar a secretaria a melhorar seu planejamento para execução das obras. Desde que o trabalho foi iniciado muitos problemas foram identificados no sistema de drenagem pluvial da cidade, dentre eles manilhas quebradas, outras que precisam ser substituídas, pois já não suportam o volume de água, muito lixo, terra, falta de “grelha”- que é um tipo de proteção para que não caiam nas caixas coletoras garrafas e demais resíduos que acabam entupindo a rede e causando alagações - e milhares de ligações clandestinas de esgoto, práticas que contaminam galerias pluviais e provocam transbordamentos.
“A cidade não tem cem por cento do sistema de esgotamento sanitário e onde não tem esse tipo de sistema as residências precisam ter suas fossas sépticas e sumidouros. E o que acontece hoje é que milhares de pessoas ligam ao sistema pluvial a destinação da água da pia e do banheiro. É importante que a população saiba que o sistema pluvial leva a água - que deveria ser somente das chuvas - para o igarapé ou canal mais próximo e de lá para o Rio Madeira. Ou seja, se esse sistema tiver com a água que vem das casas, da pia da cozinha ou do banheiro, ela chega com produtos químicos, gordura e sujeira no nosso principal rio, provocando um dano ambiental avassalador. Portanto, um problema ambiental e de saúde pública. Temos que identificar e punir quem comente esse tipo de irregularidade, pois o código municipal de Postura cobra a construção de sumidouros”, alertou,
Charles está no 9º período de Engenharia Civil e para ele a experiência está sendo muito proveitosa. “Além de adquirir conhecimento, estou contribuindo com minha cidade”, disse ele. Marina Cunha, acadêmica do 8º período fala que a pesquisa ajuda nas obras da Semusb e que geram saúde e segurança. “Muito bom participar desse projeto e fazer parte dessa história de melhorias da nossa capital”,comentou ela. Fernado Henrique, também do 9º período, lamentou o fato de muitos moradores e até mesmo empresas lançarem na rede pluvial todo tipo de dejeto, sem ter a consciência de que fazendo isso estão plantando transtornos para si mesmos no futuro. “Em todos os bairros onde passamos encontramos ligações clandestinas no esgoto. E isso colabora e muito para as alagações que se presenciam no inverno na cidade”, observou.
O trabalho com os estagiários iniciou há um mês e meio e terá duração de três meses, mas a ideia é continuar com o convênio e com o auxílio dos estudantes.
Fonte: Semusb.