Processo de descentralização do Samu de Porto Velho é intensificado
Prefeitura de Porto Velho
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Objetivando a regionalização das bases de atendimentos a urgências e emergências no município, o prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, solicitou da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) que intensifique o processo de descentralização do Serviço Móvel de Urgência (Samu 192).
Segundo Carlos Jarlei, diretor do Samu, há alguns anos que os distritos vêm solicitando bases fixas para esse tipo especializado de atendimento nas comunidades, contudo o processo de descentralização foi efetivamente iniciado a partir do segundo semestre deste ano. “A descentralização é o caminho que percorremos para promover a regionalização do Samu. Essa regionalização vai acontecer de fato quando todos os distritos receberem os equipamentos e a qualificação especializada para o atendimento a urgências e emergências. Em Jacy Paraná atuarão duas ambulâncias. Uma já foi enviada e outra está passando por reformas para ser repassada à comunidade. Para São Carlos foi enviada uma ambulancha, para deslocamentos pelo rio, e uma ambulância para deslocamentos terrestres. Em rio Pardo estamos ainda em fase de implantação, mas já estamos atendendo com o nosso pessoal. Assim, temos três bases já instaladas”, informou.

O Núcleo de Educação Permanente do Samu (NEP) tem realizado cursos de qualificação com os servidores das Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos distritos para que conheçam as especificidades dos serviços de urgência e emergência. O Curso básico é de 20 horas e o prefeito solicitou sua difusão para as comunidades. A partir de março de 2014, espera-se que o processo de regionalização do Samu já seja uma realidade em grande parte do município, mas isso vai exigir também ajustes administrativos, tais como a contratação de mais recursos humanos e a ampliação das atividades de capacitação do pessoal. “A área de abrangência é muito ampla. Hoje, para São Carlos, Jacy Paraná e Rio Pardo há servidores nossos trabalhando com plantões extras. Nossos plantões são de doze por vinte e quatro horas e de doze por setenta e duas horas, assim, nossas equipes têm ocupado parte das suas folgas com plantões extras nesses distritos. Isso pode ser feito, pois há amparo legal, mas exige grande sacrifício de todos”, afirmou Jarlei.
Paulo José, coordenador do Departamento de Média e Alta Complexidade (Demac/Semusa), explicou que a proposta de fortalecer a descentralização do Samu visa priorizar os distritos mais distantes para poder melhorar o tempo de resposta para os casos de urgência e emergência, mas as mudanças têm esbarrado com algumas dificuldades. “Todo processo de mudança acarreta também dificuldades. As pessoas costumam resistir ao novo, mas essas mudanças vão trazer transformações positivas para os servidores, principalmente para o caso de Jacy Paraná, onde mais temos verificado resistências por parte de servidores que já vêm atuando na UBS local há muito tempo, e que agora estão estranhando algumas mudanças nas rotinas de trabalho com a chegada do Samu. O servidor, que até então tinha que chegar ao local de trabalho por conta própria e precisava providenciar seu próprio alimento, hoje, com o Samu, tem a oferta de transporte para levar e trazer as equipes e alimentação gratuita, que está sendo oferecida. Em breve, também, estará ocorrendo uma grande reforma na estrutura da Unidade, o que trará mais conforto para os servidores”, esclareceu.

Outra mudança, fruto do processo de descentralização, é a doação de uma das ambulâncias do Samu para a Maternidade Municipal. Trata-se de uma unidade móvel que o Samu mantinha como viatura reserva. Ela está sendo descaracterizada e adaptada para o repasse, que deve ocorrer brevemente. A necessidade se verifica em função das 250 remoções mensais que são feitas dessa Maternidade para o Hospital de Base.
Segundo afirmações de Hélia Bernardo, auxiliar de serviços de saúde, na UBS de Jacy Paraná, a presença do Samu na região é uma causa que tem mobilizado bastante a população local nos últimos anos. “Nossa Unidade é bem montada, temos mais de quarenta servidores entre técnicos, enfermeiras, médicos do Programa Saúde da Família, motoristas e outros mais, porém, apesar disso, a remoção de pacientes em casos de urgência tem sido muito problemática. Tínhamos apenas uma ambulância sem os equipamentos adequados para esses deslocamentos, agora, vemos que os moradorespodem se sentir mais bem assistidos com a presença do Samu”, ressaltou a servidora.
Por Renato Menghi | Fotos: Comdecom