O projeto de reforma do Parque Natural de Porto Velho, o Parque Ecológico, foi apresentado ao prefeito Mauro Nazif na última sexta-feira, 15, pelo secretário Edjales Brito, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema). Orçado em R$ 10 milhões, o projeto prevê a construção de novos espaços e a recuperação dos já existentes. Parte desse recurso virá das compensações ambientais das usinas hidrelétricas do rio Madeira. R$ 80 mil, já começam a ser liberados no próximo mês para o início da execução do projeto. A verba virá da usina de Jirau. Entre as novas propostas previstas estão um borboletário, o espaço, espaço ribeirinho/seringueiro, espaço indígena, playground, aquário, além de duas torres de observação de 54 metros de altura.
O novo parque terá ainda espaço para recreação e atividades de lazer, das trilhas ecológicas e arborismo. Assim que concluída a obra, o Parque Natural passará a ser usado mais em atividades de pesquisa e visita monitorada. “Esse é um projeto importante para a cidade porque, além da questão ecológica, ele irá mexer também com o lado da pesquisa e poderá também ser usado em atividades de fomento ao turismo na cidade. E hoje essa é uma das atividades econômicas que mais cresce no mundo com uma grande vantagem. O turismo é uma indústria que não polui”, disse o prefeito.
O parque
O Parque Natural Municipal. popularmente conhecido como Parque Ecológico, localiza-se na região norte de Porto Velho, a 15 km do centro da cidade e conta com cerca de 2 mil hectares de área preservada. O parque foi criado na área do antigo Projeto Fundiário Alto Madeira, Gleba Belmont , pelo Decreto Municipal nº 3816, de 27/12/89. Na mata preservada, predomina a Floresta Ombrófila Aberta com Palmeiras. Desenvolve-se em região de terras firmes baixas (menos de 100m), e nele encontram-se árvores com até 35m de altura, de estrato desigual, e que resulta em dificuldade para a penetração da luz. Há uma expressiva ocorrência de palmeiras, com predominância para o caranaí. Seu relevo é ondulado e irregular, apresentando grotas estreitas que formam baixões sinuosos. O solo é amarelo recoberto de matéria orgânica com aproximadamente 20cm de espessura, formando uma manta de terra preta.

Ocorrem também aglomerados de óxido de ferro laterizados (crosta ferruginosa), de provável origem hidromórfica (excesso de umidade). A fauna é representada especialmente por aves — tucanos, japiins, araras, inhambus, etc. —, roedores, morcegos, ofídios, e outros animais de pequeno porte. Além do objetivo preservacionista, o Parque Ecológico tem grande importância para a cultura e o lazer da população de Porto Velho. Atividades de pesquisa através de organismos acadêmicos, ou de organizações ambientalistas reconhecidas, são desenvolvidas e incentivadas nesse espaço. É administrado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), órgão de formulação e execução da política ambiental do município.
Além das muitas atividades de educação ambiental promovidas em seu interior pela Sema, recebe um grande número de visitantes, especialmente nos fins de semana. Por outro lado, as características ambientais encontradas no seu interior prestam-se ao ecoturismo, atividade que se encontra em franca organização e expansão no Estado. No interior do Parque existem aproximadamente 5km de trilhas abertas, dando acesso a alguns dos mais interessantes locais para contemplação e visita, entre os quais destacam-se: o mirante do Mapinguari, os cedros centenários, a cascatinha, as formações lateríticas, etc.
Por Joel Elias
Foto: Medeiros