A prefeitura de Porto Velho, através da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, trabalha na elaboração do plano de contingência para atender a população que mora nas margens dos Rios Madeira e Machado, além das famílias que habitam em áreas de risco no perímetro urbano da Capital. O coordenador da Defesa Civil, Raimundo Reinaldo da Silva, disse que o plano consiste em fazer o levantamento de todas as áreas que poderão sofrer desmoronamentos ou alagações e apontar as medidas a serem aplicadas.
Este ano a prefeitura faz o acompanhamento de várias famílias no distrito de Jacy Paraná, na BR-364, a 90 quilômetros de Porto Velho, sentido Acre.
Em relação aos moradores das margens dos rios Madeira e Machado, Reinaldo Silva disse que todos os anos a cheia atinge sempre as mesmas famílias, mas há situações diferenciadas e que precisam ser tratadas de acordo com suas peculiaridades. Na região urbana, as principais áreas de risco estão localizadas nos bairros Milagres, Baixa da União, Triângulo e São Sebastião I e II.
O plano de contingência da Defesa Civil inclui, ainda, o monitoramento dos igarapés urbanos e rede de drenagem. Em todas as áreas de risco, caso seja necessário, famílias poderão ser retiradas e levadas para abrigos públicos como escolas e ginásios de esportes. A prefeitura, por meio da secretaria municipal de Assistência Social (Semas), também se coloca a disposição das famílias atingidas para ajudar com o auxílio moradia, caso queiram morar de aluguel.
As ações da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil são realizadas em conjunto com a Semas, secretarias de Meio Ambiente (Sema), Serviços Públicos (Semusb), Obras (Semob), Saúde (Semusa), Educação (Semed) e a secretaria municipal de Regularização Fundiária e Habitação (Semur). “Nosso plano
conjunto estabelece não apenas o que fazer, mas os materiais necessários, pessoal, divisão por equipes e recursos financeiros, dentre outros”, detalhou.
Ribeirinhos
Em janeiro ou fevereiro, equipes da prefeitura seguirão ao Baixo Madeira e ao Rio Machado para socorrer as populações ribeirinhas com cestas básicas, colchões, cobertores e cortinados (mosquiteiros). Como as comunidades ficam inundadas nessa época, o Município contribui para amenizar o sofrimento das famílias, que muitas das vezes perdem toda a plantação. Em 2011 foram distribuídos 219 cortinados, 179 cobertores, 27 colchões e 422 cestas básicas.
Ao todo, 25 comunidades ribeirinhas são assistidas pela prefeitura no período de cheia nos Rios Madeira e Machado: Calama, São Carlos, Ilha dos Veados, Boa Hora, Ilha do Iracema, Curicaca, Nazaré, Pombal, Brasileira, Ressaca, Terra Caída, Papagaio, Bom Serazinho, Conceição do Galera, Ilha Nova, Mutuns, Rio Preto, Laranjal, Bela Vista, Demarcação, Belmont, Santa Luzia, Bom Fim, Santa Catarina e São Miguel.
Por Augusto José
Fotos: Comdecom