Pelo menos 36 famílias que foram obrigadas a deixar suas casas em conseqüência da cheia do Madeira, continuam sendo assistidas pela Prefeitura. Elas foram levadas para o ginásio Eduardo Lima e Silva, na avenida Jatuarana, para onde a Secretaria Municipal de Ação Social. São cerca de 120 pessoas assistidas, algumas alojadas também no abrigo do Vasco, no centro da cidade, e na casa de parentes e amigos. Nesta quarta-feira, as famílias receberam arroz doado pela Semas em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento Conab. A arrecadação e distribuição de roupas é mantida e tem sido fundamental para ajudar as famílias desabrigadas pela cheia do Madeira.
Nos próximos dias, a Semas realiza um levantamento da atual situação nos bairros mais atingidos pela cheia, a exemplo do Triângulo e Cai nÁgua, onde os moradores ainda temem as conseqüências da alagação. O comércio nestes bairros também foi afetado.
Monitoramento
A cerca de um mês, a parceria SIVAM, CPRM e Prefeitura, instalou um equipamento de transmissão de dados que permite monitoramento diário do rio Madeira. Três vezes ao dia o nível do rio é medido e o resultado é informado através de satélite, para a Coordenação de Defesa Civil do Município. Segundo o coordenador, Major Márcio Ângelo, a prefeitura continua fazendo um acompanhamento diário da situação e mantendo um contato direto com os administradores dos distritos para qualquer eventualidade que esteja ao alcance do município, mas é impossível prever se vai haver aumento ou baixa imediata do nível do rio.
O Rio Madeira é um rio em formação, seu leito, ainda não definido, está em constante modificação, o que faz com que as enchentes apresentem características diferenciadas a cada ano. No ano de 2005 foi registrado o menor nível do rio, quando a régua de leitura mediu 1,64 metro no dia 10 de setembro. Apesar da seca, o rio Madeira apresentou rápida recuperação nos meses de novembro e dezembro, subindo mais de 8 metros. Em janeiro deste ano, de forma repentina, o rio subiu 5,40 metros, chegando no dia 31 à marca de 14,88.
Neste ano, a maior marca registrada foi de 16,22 metros em 9 de março, apresentando na última semana uma baixa de 62 centímetros, o que apenas alivia a situação da população ribeirinha, mas ainda preocupa e mantém alerta as equipes da Prefeitura Municipal.
Em relação às chuvas, de acordo com o coordenador, o mês de janeiro de 2006 apresentou uma anormalidade nos índices de precipitação pluviométrica, quando foi registrado um aumento de 100 mm de chuvas, em comparação à média histórica para o período.
Outro problema enfrentado pelos ribeirinhos é a falta de orientação para o plantio da agricultura de subsistência, mas a prefeitura também está organizando um assessoramento aos pequenos agricultores, através da Secretaria Municipal de Agricultura, para que sejam orientados sobre a melhor forma e a melhor época para o plantio.
Prefeitura mantém assistência a desabrigados pela cheia do madeira
16/Mar/2006 - 07:47