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Homem ao Rio

    Conta Lindó que onde hoje funciona o Porto do Cai n`Água, havia um clube bem na beira do Madeira, no local onde um braço do Madeira forma um igapó. Quando os ânimos se exaltavam, em função de brigas ou bebedeira, os freqüentadores mas exaltados eram jogados nas águas barrentas do rio, o que levou o local a ser conhecido como “Cai n`Água”. O clube funcionava em uma casa de madeira e tinha duas janelas na frente.

    O Cai n’À na época não tinha a fama de perigoso e decadente de hoje. Os barcos de grande porte aportavam na Praça da Madeira-Mamoré. Os pequenos ficavam no Cai n`Água. O ambiente era familiar. Algumas vacas pastavam por ali. Seu Edimilson, dono de um bar, vendia um peixe frito “no jeito”. Nas proximidades ficavam a fábrica de gelo e a serraria Tiradentes, de propriedade do Governo do Território, no prédio onde funciona o mercado do Cai n'Água. Na construção ainda pode ser vista parte da caldeira que fazia funcionar a serraria.