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Pimenta do reino acaba com baile

    Funcionária da Prefeitura de Porto Velho, Lindomar Soares, a Lindó, foi durante muitos anos colunista social do jornal “O Guaporé” e assim acompanhou a evolução da sociedade de Porto Velho. Como não poderia deixar de ser, conhece bem a história da Capital de Rondônia e sua gente. Segundo Lindó, na década de 1950 ou 1960, os “categas”, principalmente os funcionários do ex-Território, freqüentavam o Clube Ipiranga, que funcionava num casarão de madeira localizado em frente ao atual prédio da Embratel, na avenida Farqhuar. Na época, funcionários do Banco da Amazônia criaram o Clube Bancrévea, que passou a disputar com o Ipiranga a preferência da população. “Como havia pouca gente, a cidade não comportava duas festas”.

    Embora o Bancrévea tivesse sido instalado em grande estilo, o pessoal preferia o Ipiranga, por causa da tradição e também porque o clube ficava dentro do Caiari, enquanto que o clube do Basa estava construído na esquina da Carlos Gomes com Campos Sales, onde hoje fica o Colégio Classe A, um local que era considerado muito longe pelos freqüentadores dos bailes e festas. “Não tinha jeito, enquanto os baile do carnaval do Bancrévea terminavam lá pela 1 da madrugada, no Ipiranga só acabavam de manhã”, conta Lindó. Foi aí que um gaiato resolveu jogar sujo para aumentar a freqüência do Bancrévea. A idéia era simples e perversa – jogar pimenta do reino no meio do baile. Não deu outra, na medida em que a coceira dominava os brincantes, o salão foi se esvaziando e o clube dos bancários do Basa ganhou novos freqüentadores.